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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Instrução Normativa IBAMA n. 1º, de 25 de janeiro de 2013

   Em 25 de janeiro de 2013, o IBAMA lançou a IN n. 1º que regulamenta o Cadastro Nacional de Operadores de Resíduos Perigosos (Cnorp), que já nasce integrado ao Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos Ambientais (CTF-APP), ao Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental (CTF-AIDA) e ao Relatório Anual de Atividades Potencialmente Poluidoras e Utilizadoras de Recursos Ambientais (RAPP).
   A IN define também os procedimentos administrativos relacionados ao cadastramento e prestação de informações sobre resíduos sólidos, inclusive os rejeitos e os que são considerados perigosos.
   Não foi criado um novo sistema para implementação do Cnorp, apenas reformulados os formulários de “Resíduos Sólidos” já existentes no RAPP. Desse modo, o usuário deverá continuar acessando a mesma página para entrega anual do RAPP onde vinha prestando informações anualmente.
   Esse novo cadastro é um instrumento previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS (Lei nº 12.305/2010 e Decreto nº 7.404/2010) e faz parte do Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão das Resíduos Sólidos (Sinir), coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente. 

   
Leia na íntegra a Instrução Normativa nº 1 aqui!
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Curso de NR25 em Piracicaba

    Não perca a oportunidade de fazer o Curso de NR25 em Piracicaba. As inscrições para o curso começarão na próxima sexta, dia 18/01. 

Acesse o site e consulte os preços especiais para inscrições realizadas com antecedência:


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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Manual de Produtos Químicos da CETESB

   Para quem ainda não conhece, a CETESB disponibiliza em seu site o Manual de Produtos Químicos, que fornece informações sobre diversos aspectos de vários produtos químicos relativas à segurança, saúde, proteção e meio ambiente.  
   Além das informações usuais de uma ficha de segurança de produto químico, estão também disponíveis: informações ecotoxicológicas, métodos de coleta, neutralização e disposição final, potencial de concentração na cadeia alimentar, demanda bioquímica de oxigênio, entre outras.

Produtos Químicos


   Apesar dessas informações, este manual não pode ser considerado uma coletânia de FISPQ - Fichas de Informações de Segurança de Produtos Químicos, uma vez que as fichas não foram elaboradas em conformidade com a Norma Técnica NBR-14.725 da ABNT (2001).
   Nas fichas da CETESB você encontra a identificação do produto, medidas de segurança, risco ao fogo, propriedades físico-químicas e ambientais, informações toxicológicas, entre outros.

     Abaixo um exemplo da ficha de "Óleos Combustíveis (ABF E BPF)":


   Está com dúvida sobre algum produto químico? Acesse o Manual aqui!
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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Gerenciamento de materiais



   O gerenciamento de materiais requer uma análise ativa das rotinas de decisão de compra, uso e disposição de forma a refletir suas inter-relações e seus impactos sobre o meio ambiente. Um programa de gerenciamento de materiais inclui elementos relacionados com a aquisição, operação e manutenção, reutilização e reciclagem, e disposição. 
   Um programa de gerenciamento de materiais sustentável começa com quatro perguntas simples: 

1. O que está nele? - Componentes
2. De onde ele vem? - Fonte
3. Quanto disso você tem? - Nível de Utilização
4. Para onde isto vai quando terminamos de usar? - Métodos de eliminação

   As abordagens tradicionais destacam as principais atividades associadas com a aquisição e descarte de mercadorias:

1. Aquisição
2. Operação de rotina e manutenção 
3. Os métodos tradicionais de disposição
4. Reciclagem tradicional

  A gestão de materiais apresenta dois grandes desafios ambientais:

1. Preferência por compras ambientalmente adequadas
2. Desvio de resíduos sólidos dos aterros

   Os objetivos do gerenciamento sustentável ​​de materiais são maximizar o uso de fontes renováveis ​​nos processos de fabricação, para estender a vida útil dos produtos por meio da reutilização e reaproveitamento, e para minimizar ou eliminar os métodos de descarte poluentes. Duas abordagens eficazes para atingir esses objetivos são apresentadas a seguir:

   Princípios sustentáveis relacionados ao gerenciamento de materiais incluem:
1. Estabelecer Políticas de Aquisições Ambientalmente Sustentáveis 
2. Implementar programas eficazes de operação e manutenção
3. Estabelecer Taxa de desvio de resíduos de aterro (setenta por cento ou mais)
4. Estabelecer o custo total dos materiais (ambiental, social e econômico) e o Ciclo de Vida nas práticas contábeis.

   Estratégias Sustentáveis:
1. Gerenciamento Integrado de Resíduos
2. Análise do fluxo global de resíduos
3. Políticas de Extensão da Responsabilidade do Produtor e Contratos

Fonte: 














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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Gerenciamento de desperdícios: contribui para a geração de valor para as organizações


O que não agrega valor ao produto é desperdício e precisa ser eliminado.
Gerenciar desperdícios contribui para melhorar a produtividade e a qualidade dos produtos e serviços, além de minimizar danos ambientais, gerando maior valor para as cadeias produtivas.
O objetivo da eliminação do desperdício caracteriza uma produção que acrescenta valor financeiro e ambiental.

Toda produção de bens e serviços é direcionada para a satisfação plena do cliente o que requer diversas estratégias em um ambiente competitivo. E ser competitivo geralmente implica em aumentar a capacidade de oferecer os produtos que os clientes querem, pelos preços em que estão dispostos a pagar, no momento que eles querem. Tudo isso implica em produzir com custos menores, qualidade superior, ‘lead times’ curtos, para garantir assim rentabilidade maior ao negócio.
Seguindo o principio de “Lean Thinking" (ou "Mentalidade Enxuta") desperdícios envolvidos nas atividades do negócio não geram valor para os clientes e, portanto não proporciona resultados para a organização.
Os desperdícios muitas vezes são encobertos devido a complexidade das organizações e de seus processos produtivos. Questões ambientais como as emissões de gases, geração de resíduos, contaminação de mananciais, uso excessivo de recursos hídricos e energéticos freqüentemente não são identificadas como desperdícios do processo produtivo e, consequentemente, de recursos financeiros.
Sob tal ótica a poluição é entendida como custo para a indústria e não erroneamente como algo inevitável a produção. É o uso ineficiente de matéria-prima e energia que não são transformadas em produto, devido a perdas ao longo do processo. São, portanto recursos naturais e trabalho mal empregado que não irão agregar nenhum valor, e ao contrário geram externalidades negativas para toda a sociedade e contribuem para decair o valor presente e futuro das organizações.

A poluição é[1]:
  • Matérias-primas não convertidas em produtos, por falta de eficiência na produção ou na conversão da matéria-prima, ou produtos mal projetados.
  • Perdas de matérias-primas e/ou produtos, devido a especificações de produtos mal feitas ou gerenciamento de estoques inadequados.
  • Derramamentos e desperdícios ao longo do processo produtivo, por falta de gerenciamento adequado, falta de treinamento de pessoal, manutenção preventiva insuficiente ou inadequada, layout mal planejado.
  • Acidentes, por falta de planos de prevenção, planos de riscos e atendimento a acidentes adequados.
  • Perdas de recursos energéticos e hídricos ao longo do processo, por falta de eficiência no planejamento, projeto ou uso de energia e água.
A produção mal planejada traz consigo diversas conseqüências ambientais e financeiras. Por exemplo:
  • A fabricação de itens sem necessidade de produção acarreta em maior quantidade de matérias-primas e insumos consumidos sem necessidade. Os produtos extras precisam ficar estocados ocupando espaço, aumentando a utilização de energia para aquecer, resfriar e iluminar área de estocagem. Aumenta o uso de embalagens para armazenar. Aumenta a necessidade de movimentação, consequente maior utilização de energia para transporte, emissão de gases. Produtos em estoques podem deteriorar ou tornarem obsoletos sujeitos à eliminação. Por sua vez acarreta em demanda por mais materiais  para substituir os estoques danificados.
Além da perda de lucratividade e competitividade, o desperdício no processo produtivo tem como resultado final o aumento descontrolado de resíduos, e com este os custos para destinação e eliminação e, principalmente, custos com o passivo ambiental gerado. Resíduos, efluentes ou emissões gasosas, significam matérias-primas que foram desperdiçadas na produção, que além de prejuízos econômicos significam danos ambientais.
Dessa forma a eliminação de desperdícios elimina a ineficiência do processo produtivo e conduz a oportunidades de minimização de impactos ambientais.
Gerenciar desperdícios envolve o planejamento das atividades para a otimização de todos os processos envolvidos na plena satisfação do cliente e começa na concepção e projeto de um produto. No planejamento podem-se definir características dos bens e serviços que impactarão ao longo de todo o seu ciclo de vida, como matérias primas e processos menos impactantes e mais eficientes.
Quando se elimina os desperdícios benefícios ambientais vem acompanhado de retornos em qualidade e produtividade. Por exemplo:
  • Processos mais eficientes para eliminar refugos melhoram a qualidade do produto, reduzem a quantidade de água, materiais e energia utilizados para o aquecimento, resfriamento, iluminação e manutenção dos locais de trabalho e emissões de gases que haveria com a necessidade de retrabalhos. Reduzem a pressão sobre os recursos naturais.  Reduz os resíduos e seus custos ambientais e financeiros para a disposição. Diminuem-se os prazos para entrega dos produtos e custos de produção.

Para sustentar a eliminação de desperdícios e melhorias continuas para preveni-los é necessária, antes das ferramentas técnicas, transformar a maneira de se pensar a empresa. A mudança cultural é a base para o aprimoramento dos processos. 
As soluções surgem em consonância ao envolvimento dos colaboradores, ao trabalho de equipe, da motivação das pessoas, conscientes da importância da sua contribuição no aprimoramento dos processos.
O gerenciamento de desperdícios estimula a criatividade para desenvolver e inovar processos que melhorem a eficiência e a eficácia do sistema produtivo e ao mesmo tempo, contribua para a sustentabilidade dos negócios.


[1] GASI, T. M. T., FERREIRA, E. - 2008 Produção Mais limpa. In MODELOS E FERRAMENTAS DE GESTÃO AMBIENTAL. Org. Demajorovic, J. Ed. Senac, São Paulo.


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