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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Micro e pequenas empresas e a sustentabilidade









As microempresas e empresas de pequeno porte, em conjunto com as médias empresas, possuem participação econômica e social significativa no Brasil, bem como na maior parte dos países. 
As principais contribuições das Microempresas e Pequenas Empresas (MPEs) são a criação de novos empregos, a introdução de inovações, o estímulo a competição econômica, o auxílio às grandes empresas com a distribuição e fornecimento de bens e serviços e, a produção eficiente de bens e serviços (LONGENENECKER et al, 2007). Pode-se citar, além do impacto econômico, o beneficio social dos pequenos empreendimentos:



“Empreendedores montam negócios para realizar sonhos – deles próprios, de suas famílias, de seus empregados ou da comunidade onde vivem. Quando escrevemos sobre pequenas empresas, portanto, estamos escrevendo sobre indivíduos cuja vida empresarial exerce um impacto sobre um grande número de pessoas” (Longenenecker et al, 2007 pág. IX)


Porém, os impactos ambientais oriundos destas empresas são pouco estudados e, mesmo que suas ações não possam ser comparadas em magnitude às das grandes empresas, quando em conjunto as externalidades negativas que podem causar à comunidade não devem ser negligenciadas.

Hillary (2004) cita que apesar de constituir a grande maioria das empresas na Europa, os impactos ambientais das empresas de pequeno porte são desconhecidos a nível local e regional, mas há dados de que poderiam em conjunto contribuir com 70% da poluição industrial dessa região.
Conforme a publicação Industry and Environment, UNEP (2003), na Índia estima-se que as empresas de pequeno porte em conjunto com as médias, produzem mais de 65% de resíduos industriais. No Canadá e no Reino Unido as emissões tóxicas a partir de instalações de indústrias de pequeno porte aumentaram 32% entre 1998 e 2000, apesar de poluição industrial global ter diminuído 4%. A ONG canadense The Foundation for International Training, em um estudo recente na Província de Jiangsu, China, levantou que 67,7% das empresas de pequeno porte estavam produzindo intensa carga de poluição e 28,5% causavam uma poluição moderada (UNEP, 2003).

Segundo estudo recente do Sebrae a maioria dos pequenos negócios praticam ações de sustentabilidade. Essa foi a principal conclusão de uma sondagem realizada pelo Sebrae, no começo deste ano, com quatro mil micro e pequenas empresas (MPE) de todo o país, dos setores de comércio e serviços (50%), indústria e construção civil (46%) e agronegócios (4%). 
O objetivo era medir a percepção do empresariado sobre o tema sustentabilidade. A sondagem mostrou que pequenos negócios já adotam medidas importantes, como redução do consumo de água (80,6%) e de energia (81,7%), coleta seletiva de lixo (70,2%) e descarte adequado de resíduos tóxicos (65,6%), a exemplo de solventes e cartuchos de tinta. 

“Esse conjunto de informações indica um enorme potencial para trabalhar a questão junto ao empresariado e para que ações de sustentabilidade sejam incorporadas. A proposta é mostrar que não há contradição entre o mundo dos negócios e a questão ambiental. Pelo contrário, a prática de ações sustentáveis é um importante diferencial no mercado. As MPE não podem ficar de fora do debate. Ignorar essa agenda significa menos competitividade", reforçou Luiz Barretto.

O diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, apresentou três casos de negócios de diferentes segmentos que apostaram nesse diferencial. A lavanderia Prillav (MT), a Pousada do Sol (SE) e a Cachaçaria Extrema (RN) investiram, respectivamente, R$ 150 mil, R$ 92 mil e R$ 230 mil em adaptações nas empresas para implantar ações sustentáveis. Com retorno médio de dois anos, os empreendimentos economizaram energia elétrica, água, embalagens e outros insumos.

"Existem sete mil lavanderias, 22 mil pousadas e 40 mil cachaçarias registradas no país. Se cada um desses empreendimentos adotarem mudanças, isso dá uma ideia do impacto que pequenas medidas podem ter quando adotadas em grande escala. O desafio do Sebrae é massificar essas iniciativas que são viáveis economicamente. As micro e pequenas empresas têm grandes possibilidades para inovar e as que não fizerem isso terão dificuldades de sobrevivência", advertiu Carlos Alberto dos Santos.

Gosto muito dessa fala de um entrevistado de um trabalho acadêmico que fiz sobre gestão ambiental e pequenas empresas do setor metalúrgico de Piracicaba, pois é uma visão bastante rica da percepção dos benefícios da gestão ambiental para empresas de menor porte:
     
      “Diretamente, a própria exigência dos clientes ‘ou você tem a certificação ou você deixa de ser nosso fornecedor’ significa mantermos-nos competitivos. Então obrigatoriamente teria [benefícios]. Eu vejo que do ponto de vista econômico, olhando sob o ponto de vista de alguém que só pensa em retirar sem pensar na comunidade, vamos fazer esse raciocínio: é mais barato você produzir agredindo o meio ambiente, seria muito mais fácil, seria mais econômico. Seria isso se você tem uma visão egoísta, não tem nenhuma preocupação com seu futuro ou com as próximas gerações. Mas se nos pensamos que isso é um negócio que tem que continuar, a idéia de uma empresa é se perpetuar, não é uma sociedade para fins específicos que vai morrer ao fim do período, e sim que ela se perpetue. Então, nós vivemos nessa cidade e precisamos fazer a nossa parte. E sabemos que, até para a gente ter a água amanhã, se nós não cuidarmos disso aqui, se nós poluirmos o lençol freático como é que vamos ter água boa amanhã para beber? Como é que nossos colaboradores, se não são saudáveis, como é que vai ter produtividade para ser competitivo? Então, volta a questão não é só consciência ambiental, mas é a consciência do longo prazo. Você quer continuar vivendo? Quer continuar existindo como empresa? Quer continuar sendo competitivo?
Se nós tivermos uma sociedade ruim qual vai ser a produtividade dos nossos colaboradores? Qual vai ser o preço dos nossos produtos?
Então, em uma primeira análise é mais barato jogar fora que você não gasta nada, só que no longo prazo vai sair mais caro. Ao longo prazo morre as condições.
Tem resíduos que poderiam ser transformados em valor comercial, incentivo para os funcionários obterem melhorias.
As grandes empresas já têm ações; o que precisa é decretar essa consciência nas médias e pequenas empresas. É um trabalho aí de muita paciência. Porque ainda existe uma idéia de que isso é custo. Tem que mostrar que o custo é inóspito, ou se bem feito pode até gerar lucro, tem que mostrar isso.”


Veja o estudo do Sebrae em: 

O que pensam as micro empresas sobre sustentabilidade

Bibliografia: 


HILLARY, R. Environmental management systems and the smaller enterprise. Journal of Cleaner Production, ed. 12, 2004: 561–569. Disponível em: <http://www.sciencedirect.com/science?_ob=ArticleURL&_udi=B6VFX-4B1SK17-2&_user=5674931&_rdoc=1&_fmt=&_orig=search&_sort=d&view=c&_acct=C000049650&_version=1&_urlVersion=0&_userid=5674931&md5=76f42ad246c9176dde7cec434d116995>.Acesso em: 24 março 2009.
  
INDUSTRY AND ENVIRONMENT, Volume 26, N° 4. Paris: UNEP, 2003. Disponível em: <http://www.uneptie.org/media/review/vol26no4/IE26_4-SMEs.pdf>. Acesso em: 10 maio 2009.

LONGENECKER, J. G. [et al]. Administração de pequenas empresas. São Paulo: Thomson Learnig, 2007.

SUCHÁNEK, Z.  Environmental management systems for Small and Medium-sized organizations (SMES). DHV, 2005. Disponível em: <http://www.ihi-zittau.de/bwl/veranst/eu_1jahr/Vortrag_Suchanek.pdf>. Acesso em: 10 mar. 2009.



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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Gerenciamento de materiais



   O gerenciamento de materiais requer uma análise ativa das rotinas de decisão de compra, uso e disposição de forma a refletir suas inter-relações e seus impactos sobre o meio ambiente. Um programa de gerenciamento de materiais inclui elementos relacionados com a aquisição, operação e manutenção, reutilização e reciclagem, e disposição. 
   Um programa de gerenciamento de materiais sustentável começa com quatro perguntas simples: 

1. O que está nele? - Componentes
2. De onde ele vem? - Fonte
3. Quanto disso você tem? - Nível de Utilização
4. Para onde isto vai quando terminamos de usar? - Métodos de eliminação

   As abordagens tradicionais destacam as principais atividades associadas com a aquisição e descarte de mercadorias:

1. Aquisição
2. Operação de rotina e manutenção 
3. Os métodos tradicionais de disposição
4. Reciclagem tradicional

  A gestão de materiais apresenta dois grandes desafios ambientais:

1. Preferência por compras ambientalmente adequadas
2. Desvio de resíduos sólidos dos aterros

   Os objetivos do gerenciamento sustentável ​​de materiais são maximizar o uso de fontes renováveis ​​nos processos de fabricação, para estender a vida útil dos produtos por meio da reutilização e reaproveitamento, e para minimizar ou eliminar os métodos de descarte poluentes. Duas abordagens eficazes para atingir esses objetivos são apresentadas a seguir:

   Princípios sustentáveis relacionados ao gerenciamento de materiais incluem:
1. Estabelecer Políticas de Aquisições Ambientalmente Sustentáveis 
2. Implementar programas eficazes de operação e manutenção
3. Estabelecer Taxa de desvio de resíduos de aterro (setenta por cento ou mais)
4. Estabelecer o custo total dos materiais (ambiental, social e econômico) e o Ciclo de Vida nas práticas contábeis.

   Estratégias Sustentáveis:
1. Gerenciamento Integrado de Resíduos
2. Análise do fluxo global de resíduos
3. Políticas de Extensão da Responsabilidade do Produtor e Contratos

Fonte: 














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quinta-feira, 28 de junho de 2012

NR 24 - CONDIÇÕES SANITÁRIAS E DE CONFORTO NOS LOCAIS DE TRABALHO


     A proposta de texto para alteração da Norma Regulamentadora n.º 24 (Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho) está em consulta pública.  As sugestões podem ser encaminhadas ao Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho - DSST, até o dia 23 de julho de 2012, das seguintes formas:



a) via e-mail:
normatizacao.sit@mte.gov.br 

b) via correio:
MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO
Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho - DSST
Coordenação-Geral de Normatização e Programas - CGNOR
Esplanada dos Ministérios - Bloco “F” - Anexo “B” - 1º Andar - Sala 107 - CEP 70059-900 - Brasília - DF


   Esta norma estabelece requisitos mínimos para garantir melhores condições sanitárias para os trabalhadores em relação a:
24.1 Instalações Sanitárias
24.2 Vestiários
24.3 Higiene e Conforto por Ocasião das Refeições
24.4 Cozinhas
24.5 Alojamentos
24.6 Água Potável
24.7 Uniformes e Vestimentas de Trabalho

   Interessante é notar a necessidade de uma norma que estabelece por exemplo, que "Em todos os locais de trabalho deve ser fornecida aos trabalhadores água potável e fresca, em condições higiênicas e em quantidade suficiente para atender às necessidades individuais".

   Ainda é necessário cobrar de empregadores condições básicas para o trabalho ser valorizado.









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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Gerenciamento de desperdícios: contribui para a geração de valor para as organizações


O que não agrega valor ao produto é desperdício e precisa ser eliminado.
Gerenciar desperdícios contribui para melhorar a produtividade e a qualidade dos produtos e serviços, além de minimizar danos ambientais, gerando maior valor para as cadeias produtivas.
O objetivo da eliminação do desperdício caracteriza uma produção que acrescenta valor financeiro e ambiental.

Toda produção de bens e serviços é direcionada para a satisfação plena do cliente o que requer diversas estratégias em um ambiente competitivo. E ser competitivo geralmente implica em aumentar a capacidade de oferecer os produtos que os clientes querem, pelos preços em que estão dispostos a pagar, no momento que eles querem. Tudo isso implica em produzir com custos menores, qualidade superior, ‘lead times’ curtos, para garantir assim rentabilidade maior ao negócio.
Seguindo o principio de “Lean Thinking" (ou "Mentalidade Enxuta") desperdícios envolvidos nas atividades do negócio não geram valor para os clientes e, portanto não proporciona resultados para a organização.
Os desperdícios muitas vezes são encobertos devido a complexidade das organizações e de seus processos produtivos. Questões ambientais como as emissões de gases, geração de resíduos, contaminação de mananciais, uso excessivo de recursos hídricos e energéticos freqüentemente não são identificadas como desperdícios do processo produtivo e, consequentemente, de recursos financeiros.
Sob tal ótica a poluição é entendida como custo para a indústria e não erroneamente como algo inevitável a produção. É o uso ineficiente de matéria-prima e energia que não são transformadas em produto, devido a perdas ao longo do processo. São, portanto recursos naturais e trabalho mal empregado que não irão agregar nenhum valor, e ao contrário geram externalidades negativas para toda a sociedade e contribuem para decair o valor presente e futuro das organizações.

A poluição é[1]:
  • Matérias-primas não convertidas em produtos, por falta de eficiência na produção ou na conversão da matéria-prima, ou produtos mal projetados.
  • Perdas de matérias-primas e/ou produtos, devido a especificações de produtos mal feitas ou gerenciamento de estoques inadequados.
  • Derramamentos e desperdícios ao longo do processo produtivo, por falta de gerenciamento adequado, falta de treinamento de pessoal, manutenção preventiva insuficiente ou inadequada, layout mal planejado.
  • Acidentes, por falta de planos de prevenção, planos de riscos e atendimento a acidentes adequados.
  • Perdas de recursos energéticos e hídricos ao longo do processo, por falta de eficiência no planejamento, projeto ou uso de energia e água.
A produção mal planejada traz consigo diversas conseqüências ambientais e financeiras. Por exemplo:
  • A fabricação de itens sem necessidade de produção acarreta em maior quantidade de matérias-primas e insumos consumidos sem necessidade. Os produtos extras precisam ficar estocados ocupando espaço, aumentando a utilização de energia para aquecer, resfriar e iluminar área de estocagem. Aumenta o uso de embalagens para armazenar. Aumenta a necessidade de movimentação, consequente maior utilização de energia para transporte, emissão de gases. Produtos em estoques podem deteriorar ou tornarem obsoletos sujeitos à eliminação. Por sua vez acarreta em demanda por mais materiais  para substituir os estoques danificados.
Além da perda de lucratividade e competitividade, o desperdício no processo produtivo tem como resultado final o aumento descontrolado de resíduos, e com este os custos para destinação e eliminação e, principalmente, custos com o passivo ambiental gerado. Resíduos, efluentes ou emissões gasosas, significam matérias-primas que foram desperdiçadas na produção, que além de prejuízos econômicos significam danos ambientais.
Dessa forma a eliminação de desperdícios elimina a ineficiência do processo produtivo e conduz a oportunidades de minimização de impactos ambientais.
Gerenciar desperdícios envolve o planejamento das atividades para a otimização de todos os processos envolvidos na plena satisfação do cliente e começa na concepção e projeto de um produto. No planejamento podem-se definir características dos bens e serviços que impactarão ao longo de todo o seu ciclo de vida, como matérias primas e processos menos impactantes e mais eficientes.
Quando se elimina os desperdícios benefícios ambientais vem acompanhado de retornos em qualidade e produtividade. Por exemplo:
  • Processos mais eficientes para eliminar refugos melhoram a qualidade do produto, reduzem a quantidade de água, materiais e energia utilizados para o aquecimento, resfriamento, iluminação e manutenção dos locais de trabalho e emissões de gases que haveria com a necessidade de retrabalhos. Reduzem a pressão sobre os recursos naturais.  Reduz os resíduos e seus custos ambientais e financeiros para a disposição. Diminuem-se os prazos para entrega dos produtos e custos de produção.

Para sustentar a eliminação de desperdícios e melhorias continuas para preveni-los é necessária, antes das ferramentas técnicas, transformar a maneira de se pensar a empresa. A mudança cultural é a base para o aprimoramento dos processos. 
As soluções surgem em consonância ao envolvimento dos colaboradores, ao trabalho de equipe, da motivação das pessoas, conscientes da importância da sua contribuição no aprimoramento dos processos.
O gerenciamento de desperdícios estimula a criatividade para desenvolver e inovar processos que melhorem a eficiência e a eficácia do sistema produtivo e ao mesmo tempo, contribua para a sustentabilidade dos negócios.


[1] GASI, T. M. T., FERREIRA, E. - 2008 Produção Mais limpa. In MODELOS E FERRAMENTAS DE GESTÃO AMBIENTAL. Org. Demajorovic, J. Ed. Senac, São Paulo.


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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Legislação Ambiental - Leis recentes

Legislação Federal


  • Medida Provisória nº. 571, de 25 de maio de 2012 – Altera a Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012, que dispõe sobre a proteção da vegetação nativa; altera as Leis nºs 6.938, de 31 de agosto de 1981, 9.393, de 19 de dezembro de 1996, e 11.428, de 22 de dezembro de 2006; revoga as Leis nºs 4.771, de 15 de setembro de 1965, e 7.754, de 14 de abril de 1989, e a Medida Provisória nº 2.166-67, de 24 de agosto de 2001.  
  • Lei nº. 12.651, de 25 de maio de 2012 – Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa; altera as Leis nos 6.938, de 31 de agosto de 1981, 9.393, de 19 de dezembro de 1996, e 11.428, de 22 de dezembro de 2006; revoga as Leis nos 4.771, de 15 de setembro de 1965, e 7.754, de 14 de abril de 1989, e a Medida Provisória no 2.166-67, de 24 de agosto de 2001; e dá outras providências.
  • Lei nº. 12.633, de 14 de maio de 2012 – Institui o Dia Nacional da Educação Ambiental.
  • Decreto legislativo nº. 149, de 2012 – Aprova o texto do Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e a Organização das Nações Unidas para a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, no Rio de Janeiro, Brasil, de 13 a 22 de junho de 2012, assinado em Nova Iorque.
  • Resolução  da Agência Nacional das Águas (ANA) nº. 147, de 4 de maio de 2012 - Aprova os modelos de resolução de outorga de direito de uso de recursos hídricos de domínio da União, com referência no Cadastro Nacional de Usuários de Recursos Hídricos (CNARH), sem discriminação das características técnicas.
  • Resolução ANA nº. 145, de 4 de maio de 2012 - Aprova o Regulamento do Programa Despoluição de Bacias Hidrográficas (Prodes) para o exercício de 2012 e dá outras providências.
  • Resolução  do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) nº. 451, de 3 de maio de  2012  - Altera os limites de emissão da tabela 3 do Anexo I da Resolução nº 418, de 25 de novembro de 2009, que dispõe sobre critérios para a elaboração de Planos  de Controle de Poluição Veicular (PCPV) e para a implantação de Programas de Inspeção e Manutenção de Veículos em Uso-I/M pelos órgãos estaduais e municipais de meio ambiente.
  • Portaria Inmetro nº. 243, de 10 de maio de 2012 Cria a Comissão Técnica de  Requisitos Gerais de Sustentabilidade de Processos Produtivos. 
  • Instrução Normativa do  Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) nº. 5, de 9 de maio de 2012 – Dispõe sobre o procedimento transitório de autorização ambiental para o exercício da atividade de transporte marítimo e interestadual, terrestre e fluvial, de produtos perigosos.

Legislação Estado de São Paulo

  • Resolução  da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SMA) nº. 33,  de 17 de maio de 2012  – Estabelece a atuação, como Agentes Técnicos do Fehidro, das unidades da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e de suas entidades vinculadas.
  • Resolução SMA nº. 32, de 17 de maio de 2012 – Dispõe sobre os procedimentos relativos à suspensão da queima da palha da cana-de-açúcar, ditados pela Lei Estadual 11.241, de 19/09/2002, e regulamentada pelo Decreto Estadual 47.700, de 11/03/2003

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terça-feira, 19 de junho de 2012

Transtorno mental é a 3ª causa de afastamento do trabalho




 competição, individualismo e egoísmo têm sido estimulados como fundamentais para o sucesso profissional. O cumprimento de metas a todo custo levam as pessoas a até mesmo negligenciarem-se em nome da alta produtividade.

Esta cultura de competição, que pode ao mesmo tempo tirar o melhor e o pior das pessoas, parece que tem resultado em indivíduos acometidos pela ansiedade, estresse, descontentamentos, pela vaga sensação de esvaziamento interior e “tempo perdido”, criando vidas vazias de propósitos, criatividade e de valores. 


Um sinal evidente de que algo não vai bem é o aumento de diversos sofrimentos psíquicos como estados de angústia, fobias, compulsões, toxicomanias, distúrbios alimentares. A depressão avança a níveis epidêmicos e, segundo a Organização Mundial da Saúde, se tornará a segunda maior causa de comorbidade no mundo ocidental até 2020.

No ambiente corporativo os transtornos mentais se tornaram 3ª causa de afastamento do trabalho segundo levantamento realizado pela Previdência Social desde 2008.

Criar um ambiente de trabalho onde as pessoas possam desenvolver seu potencial de   forma  saudável tanto física quanto psicologicamente, é primordial para organizações sustentáveis.


Transtornos mentais são terceira causa de afastamento do trabalho; saiba quais são eles
Edson Valente
Do UOL, em São Paulo

http://noticias.uol.com.br/empregos/ultimas-noticias/2012/06/14/transtornos-mentais-sao-terceira-causa-de-afastamento-do-trabalho-saiba-quais-sao-eles.jhtm 
 
O afastamento por transtornos mentais perdem apenas para as do sistema osteomuscular, caso da LER (Lesão por Esforço Repetitivo), e as lesões traumáticas.


Muitas vezes as patologias psiquiátricas se desenvolvem a partir do que se chama de estresse ocupacional. “Ele é ocasionado por vários fatores”, considera Duílio Antero de Camargo, psiquiatra, médico do trabalho e coordenador do Grupo de Saúde Mental e Psiquiatria do Trabalho do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. “Ter de cumprir metas abusivas, por exemplo. Há muita cobrança, muita competitividade nos ambientes corporativos, e a pressão que se forma leva às alterações.”


Entre os males, o mais comum é a depressão. “Em determinados anos, responde por mais de 50% dos afastamentos por transtorno mental”, contabiliza Camargo.


 Como ela é mais comum entre as mulheres – na proporção de 3 para cada homem –, diz o médico, sua incidência predomina nas ocupações em que há mais profissionais do sexo feminino. “É muito verificada entre professoras”, comenta.

 E também se relaciona à fase da vida da mulher. “Pode aparecer quando ela está mais vulnerável, como após o nascimento de um filho ou na menopausa, períodos em que há várias alterações na parte endocrinológica.”

 Segunda colocada no ranking das causas de afastamento por doença psiquiátrica, a ansiedade pode estar associada a transtornos de estresse pós-traumático – eles surgem depois de acidentes graves com risco de morte.

 Policiais e bombeiros são tradicionalmente os profissionais mais afetados, mas bancários, bastante sujeitos a assaltos, e caminhoneiros, que sofrem sequestros relâmpago sobretudo nas madrugadas, entraram para o grupo de risco.

 Em terceiro lugar da lista estão as perturbações originadas pelo consumo de substâncias psicoativas, como álcool, maconha e cocaína. Elas atacam principalmente quem lida com aspectos sociais que a maioria das pessoas prefere evitar, caso de lixeiros e coveiros.

Esgotamento


Um dos distúrbios característicos do mercado de trabalho atual é o Burnout, uma síndrome de esgotamento profissional.

“Acomete pessoas perfeccionistas, que fazem do trabalho uma missão de vida e, quando não veem resultado ou reconhecimento, não conseguem mais realizar as tarefas às quais sempre se dedicou”, descreve o psiquiatra do HC. Nesses casos, mais uma vez os professores são as grandes vítimas.

Ansiedade


Vendedores que precisam cumprir metas quase impossíveis; executivos que tomam decisões vitais para a companhia; policiais, bombeiros e seguranças, que correm risco iminente de morte; profissionais da saúde, cuja responsabilidade é salvar vidas. O distúrbio adquire várias facetas, como a Síndrome do Pânico.


Síndrome de Burnout


É a completa exaustão emocional. O acometido pela doença não consegue mais exercer o trabalho a que antes se dedicava arduamente, por falta do devido reconhecimento ou dos resultados esperados ao longo de anos. Professores são bastante afetados.


Depressão

É o transtorno mental mais comum no mercado de trabalho e ataca mais as mulheres, especialmente nas fases da vida em que estão emocionalmente fragilizadas – como na chegada da menopausa; professoras são vítimas frequentes desse distúrbio.

Drogas


Atividades monótonas e repetitivas funcionam como gatilho para o consumo de álcool e de outras substâncias viciantes. Também recorrem a elas profissionais que precisam lidar com aspectos indesejáveis do cotidiano, como os coveiros e os lixeiros.





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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Curso de Licenciamento ambiental, trâmites administrativos e legislação aplicada

   Não perca a oportunidade! As inscrições realizadas para o curso  de "Licenciamento Ambiental, trâmites administrativos e legislação aplicada", oferecido pela Valor, até a próxima sexta-feira (08/06) tem 15% de desconto.  O curso ocorrerá em Piracicaba nos dias 7 e 14 de julho (sábados). 
        


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